Leituras para aprofundamento da perspetiva cristã sobre a Família e o Matrimónio

Documentos doutrinais

Compêndio da Doutrina Social da Igreja

O capítulo V é sobre a Família, primeira sociedade natural, e sobre o matrimónio como fundamento da Família. Detém-se, ainda, sobre a subjetividade social da Família e a importância desta como protagonista da vida social.

Catecismo da Igreja Católica (1992)

Na segunda parte do Catecismo (n.os 1601-1666), trata-se do matrimónio, o sacramento, o vínculo, a graça, a unidade e indissolubilidade, a fidelidade ao amor conjugal, a abertura à vida, a Igreja doméstica.

Documentos eclesiais sobre o matrimónio e a família

Una Caro. Elogio à monogamia – Nota doutrinal sobre o valor do matrimónio como união exclusiva e pertença recíproca (2025)

Nota doutrinal do Dicastério para a Doutrina da Fé sobre o valor do matrimónio como união exclusiva e pertença recíproca (2025).

Teologia do Corpo – O Amor Humano no Plano Divino (1979-1984)

Catequeses de São João Paulo II sobre o amor humano no plano divino, conhecidas como Teologia do Corpo (1979-1984).

Itinerários Catecumenais para a Vida Matrimonial, do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (2022)

Este documento apresenta um itinerário de acompanhamento dos casais em todas as etapas. A última parte é sobre o acompanhamento dos casais em crise.

Exortação Apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco (2016)

Uma exortação sobre os desafios pastorais da família no mundo atual. Destaca a crise na família e a necessidade de uma «pastoral da reconciliação e da mediação» (n.os 231-242).

Carta dos Direitos da Família, do Conselho Pontifício para a Família (1983)

Uma carta sobre os Direitos da Família: matrimónio, dignidade da vida humana, educação dos filhos, condições socioeconómicas, migrantes e refugiados.

Exortação Apostólica Familiaris Consortio, do Papa S. João Paulo II (1981)

Uma exortação sobre luzes e sombras sobre a Família no mundo, o valor da família cristã e do matrimónio no mundo atual, uma apologia da Família como «célula primeira e vital da sociedade», com direitos a serem preservados e sobre uma necessária Pastoral da Família.

Gaudium et spes, do Papa S. Paulo VI (1965)

O capítulo I da parte II é um importante capítulo dedicado ao amor conjugal, à promoção da dignidade do matrimónio e da família.

Constituição Dogmática Lumen Gentium, do Papa S. Paulo VI (1964)

Um documento do Concílio Vaticano II que, entre outros, destaca o valor do matrimónio.

Carta Encíclica Casti Connubi Sobre o Matrimónio Cristão, do Papa Pio XI (1930)

Carta encíclica sobre a santidade no matrimónio e os desafios da modernidade.

Carta Encíclica Arcanum Divinae Sapientiae Sobre a Família, do Papa Leão XIII (1880)

O capítulo I da parte II é um importante capítulo dedicado ao amor conjugal, à promoção da dignidade do matrimónio e da família.

Leituras para aprofundamento da relação conjugal e da crise no casamento

Sanando la Heterosexualidad, de Richard Cohen

Todos nós precisamos de amor, de amar e de ser amados. Não podemos viver sem amor. Muitos de nós somos hipersexualizados porque estamos subnutridos. Como não recebemos contacto físico saudável suficiente diariamente, muitas vezes vemo-nos a fazer coisas que não queremos fazer. O contacto físico saudável ajuda a curar o corpo, a mente, o coração e o espírito sedento. Curar a Heterossexualidade: Tempo, Toque e Atenção (TTT) é um guia para a cura e restauração da humanidade e um caminho para reconquistar uma vida muito mais saudável e feliz.

Reconciliação cansa, mas santifica!, de Alexandre e Rosení Oliveira

E se um casal tivesse a coragem de expor as suas fragilidades, crises e lutas desde o início até ao momento atual, sem preconceitos? É isso que é este livro, a que não faltam o testemunho dos filhos, no final.

As crises conjugais e os conflitos do amor, de Rafael Llano Cifuentes

A cultura do divórcio produziu os seus frutos: a sociedade parece tomada por uma epidemia de separações conjugais, doença que deixa marcadas as almas de muitos casais maduros, como as de inúmeros jovens que experimentam desde cedo a inconstância do amor e a experiência perversa das ruturas do lar. Não admira que a atual geração demonstre um gélido pessimismo quanto à possibilidade de viver um amor verdadeiro e realizador no casamento. É necessário redescobrir o valor incomparável da fidelidade como o único caminho possível para a felicidade no amor entre homem e mulher. Não uma fidelidade rósea, hollywoodiana, mas uma fidelidade autêntica, tenaz, forjada ao longo dos anos por meio de crises superadas. Se a crise é o aspeto negativo do casamento, o negativo – neste caso como em tantos outros – pode e deve servir para se alcançar o positivo: o amadurecimento dos cônjuges e o aprofundamento da sua mútua dedicação. Nestas páginas, Rafael Llano Cifuentes, com seu estilo vivo e eminentemente prático, examina as causas das crises conjugais e identifica os seus diversos tipos, desde as naturais crises «de crescimento» até as causadas pela falta de sentido para a vida, pela infidelidade, a rotina, os ressentimentos, a imaturidade... Ele, porém, não se limita a traçar a sintomatologia, mas também examina os pressupostos para a solução – o resgate do sentido e das «leis de crescimento» do amor, o ajuste sexual e afetivo – e os remédios que é necessário aplicar para superá-las. Trata-se de um panorama vivencial, amplo, que respeita ao mesmo tempo a insondável riqueza de cada ser humano e as suas particularidades pessoais.

Os sinais de alerta na vida de casal, de Rino Ventriglia

«Ver-vos tão unidos e felizes, depois de tantos anos, dá-nos a esperança de ainda acreditar no amor eterno.» é uma frase escrita pelos filhos do autor e sua esposa, aquando dos seus 25 anos de matrimónio. Trata-se de uma carta que marcou o autor que recordou momentos difíceis em vida de casal. Mas o amor é uma aventura, um caminho, um percurso. Nestas páginas, fruto também de uma longa experiência de proximidade de muitos casais com dificuldades de relacionamento, o autor compara a relação de casal a um motor que, para funcionar bem, deve ser lubrificado e controlado. Mas, por vezes, até a melhor engrenagem pode bloquear. Quais são os sinais luminosos que se acendem para assinalar a avaria do motor de um casal? Como reconhecer e modificar os comportamentos que nos impedem de acolher o outro plenamente? As múltiplas experiências apresentadas parecem dizer que, apesar dos momentos dolorosos, cada casal com dificuldades de relacionamento pode renascer, e que o “para sempre” é uma realidade possível.

O casal imperfeito, de Mariolina Migliarese

Este livro nasceu do desejo de fornecer reflexões para se voltar a entender o sentido pleno de uma «relação para sempre» que o casamento deveria representar, e que infelizmente se perdeu: creio, com efeito, que não existe aventura humana mais profunda, envolvente e apaixonante do que a que se pode desenvolver na vida de duas pessoas que decidem seriamente unir-se até à morte. Não se trata certamente de uma aventura fácil, nem sempre e só agradável, porque como todas as grandes aventuras contém insídias, momentos de desorientação, sofrimento, incertezas. Trata-se, contudo, de uma grande aventura, ou pelo menos tem em si todas as características para poder sair da banalidade diletante em que a relação homem-mulher foi escorregando, se a voltarmos a ler no seu significado originário. (Da Introdução)

Leituras para aprofundamento sobre o processo do perdão

A Cura pela Reconciliação, de Nuno Manuel Santos Almeida

É exigente a reconciliação que os tempos atuais reclamam, não esquecendo a sua dupla face: uma individual, perante vidas destroçadas que só um caminho espiritual pode recompor e outra social, que passa por processos de reconciliação e pelas diferentes estruturas da sociedade. Mesmo se cabe ao Estado um papel importante, ao oferecer uma amnistia ou ao castigar os agressores, este não pode garantir o perdão. Intuímos, desde já, a importância do ministério de reconciliação que foi confiado às igrejas.

A capacidade de perdoar – Implicações Psicológicas e Espirituais, de Annalisa Guilanini

O perdão é essencial para o equilíbrio e para o bem-estar psíquico de cada pessoa. Este livro investiga aquilo que a religião cristã propõe como um dos mais importantes e mais exigentes valores que se possa observa e fá-lo analisando o a partir do ponto de vista psicológico.

Perdoar Incondicionalmente – uma leitura bíblico-filosófica sobre o perdão, de Susana Vilas Boas

Este livro leva o leitor a uma reflexão sobre o perdão, sem fechar os olhos ao abstracionismo que impera no mundo contemporâneo e à realidade religiosa na qual os cristãos, atualmente, vivem. Para este efeito, ter-se-á em conta narrativas da Sagrada Escritura e a compreensão filosófica contemporânea sobre o perdão. A partir desta reflexão, articulam-se perspetivas, aprofunda-se o estudo e a compreensão do perdão cristão e, em última análise, tiram-se, também, algumas conclusões sobre o modo como o perdão influencia a própria perceção da Salvação.

A esperança do perdão, de Pedro Valinho Gomes

Pensar o perdão é fazer uma navegação às profundezas da falta e descobrir a marca do absurdo com que ela sela a vida humana. E, desde esse fundo tenebroso, reinventar uma vida. Se de todo ele é possível, o perdão será dom transbordante no seio de uma dívida dolorosa. Mas não se chega da dívida ao dom sem passar pela reinvenção do sentido. Porque o passado é irreversível. O que resta é a leitura com que ele é olhado, que pode ser recriada. E recriadora. Face ao irreversível e ao imperdoável, o perdão representará uma reconfiguração na história de uma vida. Dom desproporcional, excessivo, transcendente, o perdão mostra-se como renarração, luto, promessa, reconhecimento e hospitalidade. Dá-se como caminho de acolhimento do outro, do outro inimigo, do outro culpado, na recriação de uma vida e do viver juntos. Talvez só nele se dê o milagre de fazer do inimigo um amigo.

Perdão e Esperança, de Sabino Chialà

Esta obra é uma meditação sobre o perdão e a esperança, e como conduzem a uma visão mais extensa do tempo: se o perdão não é apenas perdoar aquilo que sucedeu, mas libertação e impulso para um novo horizonte; a esperança não é ilusão no futuro, mas um olhar em frente, embora radicado no presente. Esta é uma obra sobre a dificuldade de perdoar, a dinâmica do perdão (deixar-se perdoar e perdoar), o êxito do perdão e a esperança como audácia do quotidiano (presente), a memória de uma promessa (passado) e a espera do cumprimento (futuro).

Do ressentimento ao perdão, de Francisco Ugarte Corcuera

Todos queremos ser felizes. Todavia, o ressentimento é o principal obstáculo para o conseguir. Ele mostra-se no tom crítico das conversas, nas frustrações, nas divisões familiares, nos fracassos matrimoniais, na vontade de vingança, nos problemas sociais, e ainda nas lutas entre povos, mas é difícil descobrir a sua extensão. O perdão é o melhor antídoto para este veneno, mas é difícil pô-lo em prática. Porquê perdoar? Até onde perdoar? Como perdoar? É preciso reconhecer que o perdão é um dos recursos mais importantes para alcançar a felicidade, porque pode resolver a fundo o grande obstáculo que é o ressentimento. Vale a pena abordar este problema, aprofundá-lo e procurar descobrir as vias que oferecem uma solução.

A cura dos relacionamentos familiares, de Ricardo e Luciane Ida (2024)

Com testemunhos do próprio casal-autor, esta pequena obra é, ao mesmo tempo, uma obra grande na abordagem simples e sincera que faz da cura dos relacionamentos familiares. O que é a família cristã? De que necessita, na atualidade, para que a cura seja uma realidade e a família permaneça unida e fortalecida? As respostas a estas e a outras perguntas – a partir de experiências pessoais – guiam o leitor sobre os desafios que os casais e pais cristãos enfrentam num mundo que julga não precisar nem de Deus nem da Igreja, mas de onde retira a felicidade de viver.

Busca de sentido da vida e reconciliação cristã, de Nuno Manuel Santos Almeida

Perdão e reconciliação são dom divino. Ao mesmo tempo, um dever pessoal e social, político e pastoral. Esta é uma obra que faz uma leitura teológica do pensamento de Viktor Frankl, entre a busca do sentido da vida e a sua relação com a reconciliação cristã.

O Homem em busca de um sentido, de Viktor E. Frankl

Viktor Frankl viveu, na primeira pessoa, o drama do centro de concentração de Auschwitz. Mas é essa experiência que o fará escrever vários discursos e obras sobre o sofrimento, o perdão e a busca por um sentido da vida. O Homem em busca de um sentido é um clássico humanista, uma obra baseada em factos reais que ajuda a dar sentido à vida no sofrimento.

Leituras para aprofundamento de temas da família

Léxico da Família, do Conselho Pontifício para a Família (2010)

Esta obra pretende dar uma resposta séria e cabal à necessidade premente de esclarecimento das consciências relativamente às grandes questões que se colocam na nossa sociedade no domínio da família. São mais de cem temas tratados por especialistas que ajudam a aprofundar e a esclarecer questões relevantes e prementes dos tempos atuais.

Sexo santo – Um guia para um amor infalível, avassalador e excitante, de Greg K. Popcak

Uma obra sobre um dos segredos mais bem guardados do Cristianismo.

Teologia do Corpo para principiantes, de Christopher West

Um livro que, de forma clara e acessível, trata das questões mais profundas da existência humana: o significado da vida, a diferença sexual, a verdadeira felicidade, o amor.

Os aposentos do amor: amor, casal, matrimónio na Bíblia, de Rosanna Virgili

Esta é uma obra que ajuda o leitor a conhecer o casamento na Bíblia, passando pelo Antigo e pelo Novo Testamento.

Sobre o amor e a graça, de Henri Caffarel

Uma obra que reúne o pensamento de Henri Caffarel: a grandeza e as exigências do amor, o sacramento do matrimónio, a fecundidade do amor, a intimidade do lar. O autor não esquece os casais sofredores, os grupos de casais e o serviço do sacerdote aos casais e à família.

Espiritualidade conjugal, de Henri Caffarel

Compilação de textos do autor sobre a espiritualidade conjugal sobre a vocação do amor, o matrimónio, a espiritualidade do cristão casado…

O casamento, a grande invenção divina, de José Fernández Castiella

«É impossível não ter uma consciência aguda das enormes dificuldades pelas quais passam muitas pessoas, a ponto de podermos considerar que o maior mal da nossa sociedade é a dor que muitos sentem por quererem viver uma história de amor digna de ser vivida. Contudo, a maneira de sair dessas situações não é aplicar receitas feitas para resolver os problemas – é orientar os casais para um horizonte carregado de beleza, que é o horizonte da vocação para o amor.» (Do Prólogo)